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terça-feira, 22 de junho de 2010

França e África do Sul fora da Copa

A torcida brasileira ficou triste nesta terça-feira, 22 de junho de 2010. É que todos nós tínhamos um segundo time do coração nesta Copa do Mundo, além da Seleção Brasileira de Futebol, é claro: A seleção da África do Sul, comandada pelo técnico brasileiro Carlos Alberto Parreira e que foi eliminada mesmo ganhando de 2x1 da equipe da França, que já foi campeã mundial em 1998. Os Bafana Bafana precisavam vencer e torcer para que houvesse um vencedor no jogo entre Uruguai x México e ainda assim depender da matemática no saldo de gols.

A África do Sul começou esta rodada com três gols negativos. O Uruguai tinha três positivos, e o México, dois. A situação francesa era semelhante à da africana.


O jogo marcou a primeira vitória de Carlos Alberto Parreira em uma Copa do Mundo com uma outra equipe, além da seleção brasileira (que dirigiu em 1994 e 2006) e ao mesmo tempo e também foi
a primeira vez na história das Copas que um país anfitrião é eliminado na primeira fase da competição.

Diante de um abatido time francês, a África do Sul jogava fácil e impunha um ritmo jamais visto nessa Copa em seus jogos anteriores. A equipe de Parreira jogava fácil e abriu o placar logo aos 20 minutos, com Bongani Khumalo aproveitando um escanteio para marcar de cabeça. A anfitriã ainda foi beneficiada pela expulsão do francês Gorguff, que deixou o cotovelo na cara de um rival. O segundo gol saiu aos 37 minutos, com Katlego Mphela.


Com um jogador a mais e precisando de mais dois gols naquele momento - o Uruguai vencia o México por 1 a 0 - a África do Sul voltou muito ofensiva na segunda etapa, mas acabou
levando o gol em um contra-ataque. Aos 26 minutos, Ribéry fez boa jogada pela direita e cruzou para Malouda empurrar. O gol foi uma ducha de água fria no time de Parreira.

Após o duelo entre as seleções, ainda dentro do campo ocorreu outro duelo, desta vez entre os técnicos. Parreira e Raymond Domenech, técnico da França, discutiram e o francês se recusou a cumprimentar o brasileiro, que ficou com a mão estendida no vazio.

Visivelmente consternado, o treinador francês chegou a ficar com o dedo em riste no meio da discussão, mas Parreira contemporizou e tentou acalmar o rival. Depois, Raymond simplesmente virou as costas ao brasileiro e deixou o campo.


Depois, durante a coletiva, o técnico dos campeões de 1998 se recusou a comentar sua atitude. "Não respondo a essa pergunta. Se todas as perguntas forem sobre este assunto, abandono a sala", afirmou aos jornalistas.


O motivo do desentendimento seria uma declaração do comandante sul-africano de que a seleção francesa não merecia estar disputando o Mundial por ter conquistado a classificação com um gol ilegal (de Thierry Henry, no empate por 1 a 1 com a Irlanda, pela repescagem das Eliminatórias Europeias).


"Lamento muito esse fato. Fui cumprimentá-lo, pois sei que ele não será mais técnico da França e somos colegas de profissão, mas não houve diálogo", lamentou Parreira, que puxou Domenech pelo paletó quando o francês virou de costas. "O Domenech me disse algumas coisas nessa hora, mas não entendi porque ele não fala um inglês perfeito".


Segundo Parreira, um assistente de Domenech se dirigiu até o vestiário da África do Sul para explicar a postura do francês. "Ele me disse que o Domenech estava bravo porque eu teria afirmado que a França não merecia estar na Copa, por causa do gol com a mão do Henry. Mas não me lembro disso. Ao contrário, só fiz elogios à França", protestou o brasileiro.


Os treinadores já haviam se enfrentado nas quartas de final do Mundial de 2006, quando os franceses eliminaram o Brasil por 1 a 0, com gol de Thierry Henry.

Fontes: Folha Online e Terra Esportes

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